Bridgerton: qual é a ordem cronológica dos livros da Julia Quinn?
Os romances de época que conquistaram o mundo literário mergulham fundo nos salões da alta sociedade londrina do século XIX. Nas obras originais, acompanhamos de perto os bastidores da família Bridgerton, em uma saga inteligentemente dividida em volumes que exploram as vivências e os romances de cada um dos filhos.
No último livro da série, a autora vai além das tramas individuais. Ela entrega um panorama geral da família, amarrando as pontas soltas e explorando narrativas que se passam anos depois das histórias principais. É justamente nesse ponto que Julia Quinn aproveita para contar um pouco mais sobre Violet, a matriarca que guia todo o clã com firmeza e afeto.
Para quem deseja iniciar a leitura e compreender a evolução dessa família, a ordem ideal acompanha a publicação original das obras:
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O Duque e Eu
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O Visconde que Me Amava
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Um Perfeito Cavalheiro
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Os Segredos de Colin Bridgerton
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Para Sir Phillip, com Amor
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O Conde Enfeitiçado
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Um Beijo Inesquecível
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A Caminho do Altar
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E Viveram Felizes Para Sempre
O peso literário da matriarca Violet
O impacto desses livros é tão forte que o universo expandido continua rendendo discussões fervorosas, especialmente sobre o futuro das histórias que ainda não ganharam as páginas. A produtora Shonda Rhimes, que adaptou o universo de Quinn para a Netflix, evidenciou recentemente a força da personagem Violet. Durante o podcast Glass Half Full, do programa americano Today, ela comentou estar muito animada com a possibilidade de explorar a fundo a matriarca em um projeto derivado. Segundo a produtora de 56 anos, o sucesso de produções paralelas prova que há muito material rico ali para ser explorado.
Para Rhimes, se a história for expandida, focar na figura da mãe dos Bridgertons, interpretada nas telas por Ruth Gemmell, seria o caminho natural. O público, inclusive, já viu a história de Violet ganhar novos contornos narrativos com a introdução de Lorde Marcus Anderson, irmão de Lady Danbury. Essa relação começou a florescer anos após a morte de Edmund Bridgerton, o grande amor de Violet.
No entanto, a narrativa desenvolvida para a personagem mostra que ela ainda não está pronta para um novo casamento. Jess Brownell, showrunner da adaptação, explicou no podcast oficial da franquia que fazer Violet aceitar uma proposta agora soaria como se ela estivesse abraçando o primeiro homem que cruzou seu caminho. A personagem ainda tem uma longa jornada pela frente, precisando orientar a estreia de seus filhos mais novos na sociedade antes de realmente se concentrar nos próprios desejos.
O dilema da autora nas páginas
Se o futuro de Violet é promissor em outras mídias, na literatura a situação ganha contornos muito mais sensíveis. A autora Julia Quinn, mente por trás de todos esses livros, já abordou a vida da personagem em “Violet in Bloom” (Violet em Flor), um conto que detalha desde a sua infância até o encontro e a trágica morte de Edmund. Apesar de já ter flertado com a história, Quinn é categórica ao dizer que os leitores não devem criar expectativas sobre um livro completo dedicado ao casal.
Na seção de perguntas frequentes do seu site oficial, a escritora abriu o jogo sobre seu processo criativo. Ela confessou que já cogitou escrever um romance focado em Violet e Edmund, mas logo recuou por achar que a leitura seria agridoce demais. Os fãs mais antigos sabem bem que o patriarca da família morre de forma abrupta aos 39 anos. A grande preocupação de Quinn é com as pessoas que estão chegando agora ao seu universo literário. Um leitor novato não saberia dessa fatalidade, e a autora imagina a fúria do público ao começar a ler um romance para descobrir que o herói da história morre jovem.
A escritora faz questão de ressaltar o quanto se sente tocada pelo fato de tantos leitores torcerem para que Violet ganhe um segundo final feliz. O grande obstáculo, confessa Quinn, é que ela não consegue se enxergar escrevendo essa obra. Por muito tempo, ela acreditou que esse bloqueio acontecia pela profunda devoção que a personagem sentia por Edmund. Essa visão, porém, mudou depois que ela desenvolveu a temática de um segundo amor no livro “O Conde Enfeitiçado”. Após essa imersão na escrita, a autora percebeu que a verdadeira razão para não fazer um livro sobre Violet era outra, preferindo deixar a história da matriarca preservada exatamente como está nas páginas já publicadas.