Junho: muitos gols e muita literatura

Muitos aguardavam o mês de junho por causa da Copa do Mundo, eu queria que esse mês chegasse logo ao fim para ter férias da faculdade. Para quem desejava assistir aos jogos, a Copa até que está apresentando algumas partidas interessantes, principalmente agora, no mata-mata. Será que dessa vez o Brasil vai longe? Acho bem difícil, pela forma que o time vem jogando.

Aqueles que aguardavam as férias, finalmente poderão descansar, ter tempo para fazer o que bem entender. Junho é sempre um mês muito puxado para quem estuda, com as provas, trabalhos, estágio, etc. Esse é o momento de recuperar o fôlego, e deve ser bem aproveitado, afinal, um mês passa muito rápido.

Apesar de toda a correria desse mês (que marcou o início do inverno, mas sem o frio), foi possível continuar com as leituras e com as postagens em dia. Postei alguns textos sobre Psicologia, aproveitando tudo aquilo que venho estudando no estágio; vale a pena apresentar as diversas aplicações da Psicologia, os inúmeros campos de atuação. O conhecimento compartilhado é sempre muito mais valioso.

Como de costume, apresento o ranking mensal das leituras. Quem será o primeiro colocado dessa vez?


Capa livro Lolita Vladimir Nabokov Alfaguara4° Lolita – Vladimir Nabokov (Alfaguara, 2011): Um clássico moderno, o livro que consagrou Nabokov como um dos grandes nomes da literatura do século XX. Obra que ganhou fama não somente pelo seu valor literário, mas também por toda polêmica que causou, e ainda é capaz de causar. Nabokov apresenta o personagem Humbert Humbert, um daqueles personagens que o leitor não pode levar muito a sério, pois aquilo que narram pode não ser a verdade, mas sim apenas uma visão distorcida dos fatos. De forma muito romantizada, HH, que só se sente atraído sexualmente por meninas no início da puberdade, relata sua atração por Lolita, uma garota de apenas doze anos de idade. Esse é um personagem muito cínico e narcisista, colocando-se como vítima de Lolita, que não compreende seu “amor”. O que Nabokov queria ao escrever ‘Lolita’? Alertar? Será tudo uma grande metáfora? É bem difícil buscar uma interpretação única e final. Cabe ao leitor decidir qual é a missão desse livro. A narrativa desagrada um pouco por ser muito descritiva, com parágrafos longos, cheios de detalhes que, às vezes, não fazem o texto ir para frente. Conheça mais sobre o livro AQUI.

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Capa livro Cartas na rua Charles Bukowski3° Cartas na rua- Charles Bukowski (L&PM Pocket, 2011): Após trabalhar por muitos anos nos Correios dos Estados Unidos, Charles Bukowski, então com cinquenta anos, publicou seu primeiro romance, baseando-se em sua própria vida pessoal e profissional. Ele nos apresenta Henry Chinaski, seu alter ego, um personagem com todas as características de seu criador: muitos relacionamentos amorosos, uma vida difícil, um trabalho ruim e muita bebedeira. No começo do livro, vemos Chinaski respondendo a uma proposta de emprego nos Correios, onde trabalhará por anos. Além de conhecer como seu trabalho era desumano, o leitor também vai ler sobre seus relacionamentos difíceis, seu alcoolismo e muitas situações engraçadas, tudo narrado no estilo pelo qual Bukowski ficou conhecido: uma linguagem suja, cheia de palavrões, politicamente incorreta, cheia de bom humor. Até por isso ele nunca foi popular entre os mais eruditos, porém deixou uma legião de fãs pelo mundo. Leia minha resenha AQUI.

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Capa Livro O tempo desconjuntado PKD Suma2° O tempo desconjuntado – Philip K. Dick (Suma, 2018): A Editora Suma (antes Suma de Letras) passou a investir pesado em ficção científica, trazendo livros inéditos para o mercado nacional. Um dos lançamentos de 2018 foi uma obra inédita de Philip K. Dick, autor muito difundido pela grande editora Aleph. ‘O tempo desconjuntado’ foi escrito por um PKD muito mais jovem do que aquele que escreveu ‘Androides sonham com ovelhas elétricas?’, todavia já é possível visualizar toda sua genialidade, os primeiros momentos de um grande autor. PKD sempre gostou de brincar com o tempo e com a realidade, e aqui ele vai muito além. Ragle Gumm é um cara comum, apenas com o diferencial de ser o vencedor de um concurso de um jornal, vive sua vida simples de um estadunidense dos anos 1950. Aos poucos ele passa a notar que coisas estranhas acontecem ao seu redor, parecendo até mesmo que o mundo gira em sua função. Desconfiando de tudo e de todos, Ragle descobrirá segredos que vão dar um nó em sua mente (e na do leitor também). Quem já assistiu ao filme ‘O show de Truman’, encontrará várias semelhanças ao ler ‘O tempo desconjuntado’. Clique AQUI para ler minha resenha.

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Capa livro A imaginação educada Frye1° A imaginação educada – Nothrop Frye (Vide Editorial. 2017): Nothrop Frye foi um dos mais importantes filósofos e críticos literários canadenses. ‘A imaginação educada’ apresenta a transcrição de seis palestras que foram transmitidas pela rádio CBC na década de 1960. Nessas palestras, com duração de trinta minutos cada, Frye aborda dois temas principais: imaginação e literatura. Não há como falar sobre literatura sem falar em imaginação, e esse é um conceito muito pouco trabalhado em escolas; ao se trabalhar a literatura, o professor também deveria trabalhar a imaginação. O autor propõe que a literatura é um tipo único de linguagem, muito além da linguagem coloquial e da científica; é uma linguagem metafórica, onde o homem cria um mundo imaginário, que seria o seu ideal, ou um que se distancie da realidade. São bem interessantes as ideias trazidas por Frye, que era apaixonado por clássicos. Toda pessoa que gosta de literatura deveria conhecer esse livro, assim como professores, para ter uma nova visão sobre esse tema. Obra bastante atual e muito relevante. Leitura gostosa e fluída. É um livro bem curto, que deixa a sensação de “quero mais” após o término da leitura. Que tal ler minha resenha? Então, clique AQUI.

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Concorda com esse ranking? O que achou desses livros? Deixe um comentário e aproveite para dizer como foi o mês de junho para você.

O post mais visualizado desse mês foi: Minhas Leituras #73: O tempo desconjuntado – Philip K. Dick

Obrigado pela visita!

Alan Martins

Junho Copa do Mundo Livros Literatura Brasil
Elaborado sobre imagem de Danilo Borges, que foi publicada sob Licença (CC BY 3.0). Original disponível em: https://pt.m.wikipedia.org/.

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Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

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Autor: Alan Martins

Graduando em Psicologia. Amante da Literatura, resenhista e poeta (quando bate a inspiração). Autor e criador do Blog Anatomia da Palavra. Não sou crítico literário, porém meu pensamento é extremamente crítico.

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